Agora que Portugal vai mais uma vez discutir através do voto da situação do aborto até as 12 semanas, ou melhor discutir a situação da despenalização do aborto até às mesmas semanas. Defendo a despenalização mas no entanto sou contra o Aborto. Estranho? Não não é. Sou contra o Aborto não por razões políticas ou religiosas(hoje em dia é díficil ver onde uma acaba e a outra começa), mas sim por acreditar que existem maneiras suficientes de evitar um aborto e se acontecer um acidente de percurso, enfim as pessoas têm que estar preparadas. Mas defendo outra coisa, visto muitas vezes os abortos acontecerem em pessoas de classe baixa, visto a classe média alta poder ir pagar aqui à vizinha Espanha (que possui farmácias que não vendem preservativos e pilulas se os donos acharem que isto impede o nascimento de crianças). A categorização das famílias poderia evitar muitos problemas relativos à educação de crianças e a sua evolução, mas ao categorizarmos estamos a criar um acto de divisão na sociedade que cada vez mais se fragmenta e não se une em ponto algum. Defendo esta categorização mas a forma de a fazer ainda me escapa.
Fazer um filho é na maioria das vezes um prazer, a não ser que algum acidente ocorra ou se entre em loucuras sexuais, no entanto o problema é criá-lo. Recentemente fui padrinho, e na mesma sala onde estava o meu afilhado estavam mais dois recém nascidos, um deles que não parava de chorar. Vim a saber hoje que a mãe é toxicodependente e a criança está a ressacar. Quem é capaz de fazer isto ao seu próprio filho não devia ser capaz sequer de o gerar e desculpem-me se o digo mas defendo nestes casos a esterilização, seja a femenina ou a masculina,como é obvio não impede as DST's mas impede que crianças nasçam a resacar e quiçá com danos graves no cerebro.
Defendo que ambos têm responsabilidades na criação da criança e que ambos devem educar uma(ou mais), mas será que mesmo os adultos estao preparados? Eu tenho 27 anos e não me sinto em nada preparado e saber que existem adolescentes que são pais entristece-me. Porque? Porque das duas uma ou sou jovem demais ou a juventude está perdida...
Friday, October 27, 2006
Tuesday, October 24, 2006
Filme a não perder
Tentando manter uma sucessão regular de informação aqui fica uma recomendação para estes dias terríveis de Outono. Não precisam de sair de casa a não ser passar pela bela da Fnac, recomendo a do Chiado e arranjar este filme que de certeza não se arrependem. Requiem for a Dream, também conhecido por Delusion over Addiction do realizador Darren Aronofsky datado de 2000 é um filme brilhante sobre as drogas e uma crítica deliciosa sobre os vícios das pessoas. A busca pela fama, prazer rápido, ilusões de riqueza sem esforço e de realizações infantis, está tudo neste filme em que se baseia em 4 actores. Jared Leto e Jennifer Connely desenpenham excelentes papeis mas "a cereja do bolo" é mesmo o desempenho da veterana Ellen Burstyn( participou no Exorcista, sim esse filme divertidissimo da menina que roda a cabeça). Dá mesmo vontade de contar o filme mas é um hino às emoções difusas e doentes que nos assaltam ao vermos o filme, uma qualidade acima da média de imagem a meu ver torna o filme ainda melhor. Vejam que vale a pena, vale muito a pena.
Friday, October 20, 2006
Aparências, a falta do humano de cada um de nós... falta ou existência?
Relembrando o post dos Eu's, eu aqui faço referências a um Eu muito particular, aquele pequeno demónio que nos assalta nas horas mais terríveis, fazendo-nos cometer algo completamente irreal, algo que nem quando nos olhamos ao espelho da nossa alma, ou razão(dou aqui ao leitor toda a liberdade de escolher o que mais convém, que meus senhores e senhoras eu dou escolhas e não imponho como certos indivíduos neste vosso e nosso governo). Nós conseguimos ser de uma malvadez extrema, mas mais que isso temos sentimentos selectivos que nos permitem ligar esse Eu quando queremos, esse Eu tão responsável pela infelicidade alheia e pelo nosso regozijo nessa infelicidade e infortúnio, esse Eu vulgarmente chamado Aparência.
Embora todos sejamos capazes de manter aparências, qual de vós já não o fez ao receber a bela da meiola no Natal??? O primeiro que atire a meia... No entanto todos nós temos aparências diferentes, mas todos possuímos a capacidade de as despoletar quando nos mais interessa e por vezes por longos períodos de tempo.
Estas aparências são ainda mais cruéis quando têm origem do seio familiar, quando alguém que conhecemos durante anos de um momento para o outro muda de atitude porque alguém disse algo a essa pessoa e ela decide tomar um partido e deixar cair por terra a aparência. É duro e cruel mas é a realidade.
Ao longo da vida as piores aparências são aquelas que caem à nossa frente e nos sentimos nús e desprovidos de protecção... e não há Eu de protecção que minimize os danos, não há escudos portáteis e de fácil arrumação... talvez haja o escudo da frieza e calculismo, uma aparência de uma aparência que realça o que de pior tem o homem, mas este homem não tem espaço numa sociedade cada vez mais global... ou será que tem? Porque a ver as coisas bem, ser-se sacana é o melhor para sobreviver neste mundo e portanto as aparências estão aí na moda, não se vendem porque "felizmente" é um extra já incluído no pacote de ser homem e mulher claro está...
Embora todos sejamos capazes de manter aparências, qual de vós já não o fez ao receber a bela da meiola no Natal??? O primeiro que atire a meia... No entanto todos nós temos aparências diferentes, mas todos possuímos a capacidade de as despoletar quando nos mais interessa e por vezes por longos períodos de tempo.
Estas aparências são ainda mais cruéis quando têm origem do seio familiar, quando alguém que conhecemos durante anos de um momento para o outro muda de atitude porque alguém disse algo a essa pessoa e ela decide tomar um partido e deixar cair por terra a aparência. É duro e cruel mas é a realidade.
Ao longo da vida as piores aparências são aquelas que caem à nossa frente e nos sentimos nús e desprovidos de protecção... e não há Eu de protecção que minimize os danos, não há escudos portáteis e de fácil arrumação... talvez haja o escudo da frieza e calculismo, uma aparência de uma aparência que realça o que de pior tem o homem, mas este homem não tem espaço numa sociedade cada vez mais global... ou será que tem? Porque a ver as coisas bem, ser-se sacana é o melhor para sobreviver neste mundo e portanto as aparências estão aí na moda, não se vendem porque "felizmente" é um extra já incluído no pacote de ser homem e mulher claro está...
Wednesday, October 18, 2006
Inumeracia, ou a falta de um espírito matemático
O que me proponho a falar hoje nada mais é que um problema ou podemos mesmo dizer uma doença. Com cura ou sem cura depende de cada um de nós. Não é preciso estudar matemática pura, as algebras e teorias de conjuntos ou as analises de cálculo infinitesimal, nomes tão fantásticos como Topologia ou Criptografia, tema que me diz bastante tenho que conceder...
No entanto o que acho mais cruel é a falta de um espírito matemático quando ouvimos na televisão, esse portento de informação "certa e pura" que existem 50% de possibilidades de chover no sábado e 50% no domingo, logo existem 100% de possibilidades de chover no fim de semana, obrigando o mais incauto a usar um guarda chuva quando pode até nem chover, basta pensar que no sabado existem 50% de possibilidades de não chover. Outra algo divertida é se disserem que algo custa 120 euros hoje e levar um aumento de 10% daqui a um mês e depois no mês seguinte diminuir o custo 10%, pensar-se que volta a custar 120 euros quando na verdade custará 118.80 euros, a diferença não é abismal mas existe uma diferença que as pessoas ignoram.
Não é preciso estudar apenas é preciso pensar, e claro está por a máquina cerebral a trabalhar, ns dias que correm as crianças mais depressa usam a calculadora para ver que 6 vezes 6 são 36 mas nem sequer pensam no porque... criamos Inumeracia a todo o momento e não temos a amenor intenção de a terminar, porque? Porque dá trabalho e nós para trabalharmos está quieto....
Mais informação no fabuloso livro de John Allen Paulos
No entanto o que acho mais cruel é a falta de um espírito matemático quando ouvimos na televisão, esse portento de informação "certa e pura" que existem 50% de possibilidades de chover no sábado e 50% no domingo, logo existem 100% de possibilidades de chover no fim de semana, obrigando o mais incauto a usar um guarda chuva quando pode até nem chover, basta pensar que no sabado existem 50% de possibilidades de não chover. Outra algo divertida é se disserem que algo custa 120 euros hoje e levar um aumento de 10% daqui a um mês e depois no mês seguinte diminuir o custo 10%, pensar-se que volta a custar 120 euros quando na verdade custará 118.80 euros, a diferença não é abismal mas existe uma diferença que as pessoas ignoram.
Não é preciso estudar apenas é preciso pensar, e claro está por a máquina cerebral a trabalhar, ns dias que correm as crianças mais depressa usam a calculadora para ver que 6 vezes 6 são 36 mas nem sequer pensam no porque... criamos Inumeracia a todo o momento e não temos a amenor intenção de a terminar, porque? Porque dá trabalho e nós para trabalharmos está quieto....
Mais informação no fabuloso livro de John Allen Paulos
Saturday, October 14, 2006
Afinal Pessoa até era bem normal, apenas libertou os seus Eu's...
Todos nós somos feitos de pequenas individualidades que lutam titanicamente entre si. Somos uma panóplia de Eu's que não conseguem unir-se e ao mesmo tempo dissociar-se do Eu comum. Quando vamos por essa vida fora, os nossos Eu's vão evoluindo e claro está dando-se a conhecer. No trabalho temos um Eu, na vida amorosa temos outro, quando vamos ao cinema temos o Eu que detesta barulho nos concertos o Eu que adora confusão e barulho... Mas por mais interessante que seja, estes Eu's existem e vivem dentro de nós mesmo que nós os não compreendamos e nem queiramos que eles apareçam.
De facto muito raramente alguém conhece todos os Eu's de outrém ou mesmo dela própria, uma pequena pergunta pode ser feita a um defensor da vida para este conhecer um lado diferente que afirmava negar. Todos os Eu's são vitais para a nossa identidade, acedemos a eles como bem queremos ou achamos mas acima de tudo tentamos evitar que eles sejam muito conhecidos, os segredos são mais bonitos e misteriosos do que tudo às claras...
Pessoa escreve utilizando o seu Eu de Bernardo Soares, "Quem sou eu para mim? Só uma sensação minha". Paremos todos e pensemos, somos apenas sensações e se virmos bem sensações sem nexo e bastante obscuras que nós damos a conhecer a outros. No entanto todos temos um Eu comum, as nossas características mais comuns e mas viáveis de serem aceites, sim porque o nosso Eu comum é fundamentalmente influenciado pela sociedade em que vivemos, pelos costumes e vícios da mesma e pela aceitação das regras...
Felizes aqueles que tem mais do que um Eu e que o podem aceder a todo e qualquer momento. Proponho um desafio. Tente sonhar. Conseguiu? Parabéns o seu Eu criança não desapareceu, agora só falta descobrir os outros...
De facto muito raramente alguém conhece todos os Eu's de outrém ou mesmo dela própria, uma pequena pergunta pode ser feita a um defensor da vida para este conhecer um lado diferente que afirmava negar. Todos os Eu's são vitais para a nossa identidade, acedemos a eles como bem queremos ou achamos mas acima de tudo tentamos evitar que eles sejam muito conhecidos, os segredos são mais bonitos e misteriosos do que tudo às claras...
Pessoa escreve utilizando o seu Eu de Bernardo Soares, "Quem sou eu para mim? Só uma sensação minha". Paremos todos e pensemos, somos apenas sensações e se virmos bem sensações sem nexo e bastante obscuras que nós damos a conhecer a outros. No entanto todos temos um Eu comum, as nossas características mais comuns e mas viáveis de serem aceites, sim porque o nosso Eu comum é fundamentalmente influenciado pela sociedade em que vivemos, pelos costumes e vícios da mesma e pela aceitação das regras...
Felizes aqueles que tem mais do que um Eu e que o podem aceder a todo e qualquer momento. Proponho um desafio. Tente sonhar. Conseguiu? Parabéns o seu Eu criança não desapareceu, agora só falta descobrir os outros...
Friday, October 13, 2006
BI's Automáticos ou a falta de vontade de construir uma identidade
Todos nós possuimos um Bilhete de Identidade(BI), pessoal e intransmissivel com dois dados que são impossíveis de copiar, a nossa impressão digital e o número. Número esse que contem um número extra, chamado número de controle que é colocado no programa de verificação de números e prova se o número é verdadeiro. Este documento vital nos dias de hoje mostra a identidade exterior que cada um de nós tem, a identidade governamental que temos.
No entanto temos a nossa própria identidade que é formada pelos acontecimentos da nossa vida e influenciada pelas nossa aprendizagens, feitios e mesmo o ambiente onde nos inserimos. A maior parte das vezes, a identidade é obtida pela nossa interlocução com os outros a obrigatoriedade de não vivermos como eremitas e vivermos numa socidade sempre em evolução... ou será sempre em evolução? Nos ultimos 30 anos Portugal cresceu muito rapidamente, novos pensamentos e teorias surgiram e o povo vive numa forma mais desprendida, mas no entanto continuamos presos a termos uma identidade comum, não falo da identidade do euro ou do mundial em que por momentos nos lembramos que somos todos portugueses e cantamos(mal!) o hino e colocamos bandeiras nas janelas, mas sim da identidade social que adoptamos. Somos um país de modas, ora somos pobrezinhos, ora ricos(mas sem dinheiro), ora adoramos o big brother, ora quase que destruimos um barco do aborto ora lemos livros que de um momento para o outro populam os tops nacionais de vendas.
Todos conhecemos o Código Da Vinci, o livro ou o filme é conhecido, no entanto foi uma moda lerem o livro, estava bem e parecia chique as pessoas lerem algo relacionado com o Da Vinci e com códigos, fabuloso... Antes veio o Senhor dos Anéis, que muita gente leu ou fingiu que leu pois basta uma pequena conversa com a pessoa para perceber que viu os 3 filmes e de livro nem cheira-lo... Outra pérola é a variedade brutal de livros "ajude-se a você mesmo", que depois de lidos e relidos todos caem na mesma premissa, se uma pessoa acreditar em si as coisas acontecem, mas no entanto gastou-se uma pequena fortuna para ficar a saber o mesmo... e a mais recente peróla são os livros da Margarida Rebelo Pinto. Como é possível um livro vender tanto com tão pouco para dizer? Das duas uma ou o Português desceu na sua qualidade como leitor ou não desenvolveu um espírito crítico.
Sofremos de um carneirismo implacável, nao associar ao Prof Francisco Carneiro que foi ministro a dada altura, seguimos correntes de ideias e basta cinco minutos de conversa comum para vermos que a maioria pensa da mesma forma, pensa no facilitismo que é ler algo e sentir-se no meio da maralha, de não ser diferente e ao mesmo tempo independente, que não é... apenas é um producto acabado antes mesmo de ter começado. Estes BI's que se compram são terríveis e nem mesmo a liberdade de escrita os impede de existir. Certo que temos mais literatura de qualidade mas a quantidade de literatura de pessíma qualidade aumentou terrivelmente, e assim continuamos a ter BI's automáticos sem o menor desejo do povo criar o seu próprio...
E assim se perdem identidades ou até mesmo futuros nesta nação tão triste que até na literatura falha o seu alvo...
No entanto temos a nossa própria identidade que é formada pelos acontecimentos da nossa vida e influenciada pelas nossa aprendizagens, feitios e mesmo o ambiente onde nos inserimos. A maior parte das vezes, a identidade é obtida pela nossa interlocução com os outros a obrigatoriedade de não vivermos como eremitas e vivermos numa socidade sempre em evolução... ou será sempre em evolução? Nos ultimos 30 anos Portugal cresceu muito rapidamente, novos pensamentos e teorias surgiram e o povo vive numa forma mais desprendida, mas no entanto continuamos presos a termos uma identidade comum, não falo da identidade do euro ou do mundial em que por momentos nos lembramos que somos todos portugueses e cantamos(mal!) o hino e colocamos bandeiras nas janelas, mas sim da identidade social que adoptamos. Somos um país de modas, ora somos pobrezinhos, ora ricos(mas sem dinheiro), ora adoramos o big brother, ora quase que destruimos um barco do aborto ora lemos livros que de um momento para o outro populam os tops nacionais de vendas.
Todos conhecemos o Código Da Vinci, o livro ou o filme é conhecido, no entanto foi uma moda lerem o livro, estava bem e parecia chique as pessoas lerem algo relacionado com o Da Vinci e com códigos, fabuloso... Antes veio o Senhor dos Anéis, que muita gente leu ou fingiu que leu pois basta uma pequena conversa com a pessoa para perceber que viu os 3 filmes e de livro nem cheira-lo... Outra pérola é a variedade brutal de livros "ajude-se a você mesmo", que depois de lidos e relidos todos caem na mesma premissa, se uma pessoa acreditar em si as coisas acontecem, mas no entanto gastou-se uma pequena fortuna para ficar a saber o mesmo... e a mais recente peróla são os livros da Margarida Rebelo Pinto. Como é possível um livro vender tanto com tão pouco para dizer? Das duas uma ou o Português desceu na sua qualidade como leitor ou não desenvolveu um espírito crítico.
Sofremos de um carneirismo implacável, nao associar ao Prof Francisco Carneiro que foi ministro a dada altura, seguimos correntes de ideias e basta cinco minutos de conversa comum para vermos que a maioria pensa da mesma forma, pensa no facilitismo que é ler algo e sentir-se no meio da maralha, de não ser diferente e ao mesmo tempo independente, que não é... apenas é um producto acabado antes mesmo de ter começado. Estes BI's que se compram são terríveis e nem mesmo a liberdade de escrita os impede de existir. Certo que temos mais literatura de qualidade mas a quantidade de literatura de pessíma qualidade aumentou terrivelmente, e assim continuamos a ter BI's automáticos sem o menor desejo do povo criar o seu próprio...
E assim se perdem identidades ou até mesmo futuros nesta nação tão triste que até na literatura falha o seu alvo...
Wednesday, October 11, 2006
José. Santo ou bode expiatório?
Quando se vai à igreja por motivos não relacionados directamente com a omilia por vezes temos a tendência de pensar no que não devemos ou melhor em algo que nos dizem e não nos soa nada bem. Contando o que se passou:
Estava o paroco, e não parolo que apesar da idade avançada e dos comentários menos felizes de alguns paroquianos, na omilia quando perguntou a escuteiros presentes quem tinha sido o homem que tinha ajudado Jesus Cristo (JC de ora em diante e em memória à excelente noite de comédia que foi ler um certo livro) a crescer, as crianças respondem em unissono, José!!!! Ao que o paroco exalta-se e responde NÃO!!! S. José!!!! que ele é santo. Ora neste momento e para alguém que liga pouco à religião a minha mente trabalhou. Santo porque?
Factos:
1 - José não é o pai do JC, melhor ainda é pai cornudo visto Deus ter-se chegado a frente e pelo espírito santo(para não vir a ter culpas no cartório) engravida a mulher do outro. Para onde foi o Não cobiçaras a mulher do outro?
2 - Os padres não casam, mas no entanto as freiras são casadas com Deus. Afinal de contas a poligamia não é crime capital? E crime para uma Igreja tão conservadora?
3 - Toda a igreja é contra o movimento de elevação da mulher no entanto a mulher acaba por ser a mais importante na Igreja, é mãe do JC, pode casar com Deus e ainda detém uma liberdade maior nas suas actividades.
É certo que a Igreja pretendeu demarcar-se das demais religiões/cultos que até então tinham a mulher como fonte de vida, mas no entanto não conesgue fugir ao passado de culto que foi nas catacumbas de Roma e nos becos de Jerusalém. Na sua essência a mulher é vital mas no entanto não convém que seja para ser... diferente.
E a pergunta mantem-se, Afinal de contas José serviu pra que? Não participou no acto de criação, talvez no da educação ensinado-lhe a ser carpinteiro mas nem aí foi eficiente, já que em momento algum se sabe de alguma porta, armário ou mesmo banco que JC tenha construído. Será Santo por ter sido paciente e aturar o filho de outro ou Santo por que a família é Santa na visão da Igreja? Mas se é santa Deus tem uma sorte desgraçada com tantas mulheres, e depois dizem que os haréns são dos infiéis... telhados de vidro, telhados de vidro...
Estava o paroco, e não parolo que apesar da idade avançada e dos comentários menos felizes de alguns paroquianos, na omilia quando perguntou a escuteiros presentes quem tinha sido o homem que tinha ajudado Jesus Cristo (JC de ora em diante e em memória à excelente noite de comédia que foi ler um certo livro) a crescer, as crianças respondem em unissono, José!!!! Ao que o paroco exalta-se e responde NÃO!!! S. José!!!! que ele é santo. Ora neste momento e para alguém que liga pouco à religião a minha mente trabalhou. Santo porque?
Factos:
1 - José não é o pai do JC, melhor ainda é pai cornudo visto Deus ter-se chegado a frente e pelo espírito santo(para não vir a ter culpas no cartório) engravida a mulher do outro. Para onde foi o Não cobiçaras a mulher do outro?
2 - Os padres não casam, mas no entanto as freiras são casadas com Deus. Afinal de contas a poligamia não é crime capital? E crime para uma Igreja tão conservadora?
3 - Toda a igreja é contra o movimento de elevação da mulher no entanto a mulher acaba por ser a mais importante na Igreja, é mãe do JC, pode casar com Deus e ainda detém uma liberdade maior nas suas actividades.
É certo que a Igreja pretendeu demarcar-se das demais religiões/cultos que até então tinham a mulher como fonte de vida, mas no entanto não conesgue fugir ao passado de culto que foi nas catacumbas de Roma e nos becos de Jerusalém. Na sua essência a mulher é vital mas no entanto não convém que seja para ser... diferente.
E a pergunta mantem-se, Afinal de contas José serviu pra que? Não participou no acto de criação, talvez no da educação ensinado-lhe a ser carpinteiro mas nem aí foi eficiente, já que em momento algum se sabe de alguma porta, armário ou mesmo banco que JC tenha construído. Será Santo por ter sido paciente e aturar o filho de outro ou Santo por que a família é Santa na visão da Igreja? Mas se é santa Deus tem uma sorte desgraçada com tantas mulheres, e depois dizem que os haréns são dos infiéis... telhados de vidro, telhados de vidro...
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