Agora que Portugal vai mais uma vez discutir através do voto da situação do aborto até as 12 semanas, ou melhor discutir a situação da despenalização do aborto até às mesmas semanas. Defendo a despenalização mas no entanto sou contra o Aborto. Estranho? Não não é. Sou contra o Aborto não por razões políticas ou religiosas(hoje em dia é díficil ver onde uma acaba e a outra começa), mas sim por acreditar que existem maneiras suficientes de evitar um aborto e se acontecer um acidente de percurso, enfim as pessoas têm que estar preparadas. Mas defendo outra coisa, visto muitas vezes os abortos acontecerem em pessoas de classe baixa, visto a classe média alta poder ir pagar aqui à vizinha Espanha (que possui farmácias que não vendem preservativos e pilulas se os donos acharem que isto impede o nascimento de crianças). A categorização das famílias poderia evitar muitos problemas relativos à educação de crianças e a sua evolução, mas ao categorizarmos estamos a criar um acto de divisão na sociedade que cada vez mais se fragmenta e não se une em ponto algum. Defendo esta categorização mas a forma de a fazer ainda me escapa.
Fazer um filho é na maioria das vezes um prazer, a não ser que algum acidente ocorra ou se entre em loucuras sexuais, no entanto o problema é criá-lo. Recentemente fui padrinho, e na mesma sala onde estava o meu afilhado estavam mais dois recém nascidos, um deles que não parava de chorar. Vim a saber hoje que a mãe é toxicodependente e a criança está a ressacar. Quem é capaz de fazer isto ao seu próprio filho não devia ser capaz sequer de o gerar e desculpem-me se o digo mas defendo nestes casos a esterilização, seja a femenina ou a masculina,como é obvio não impede as DST's mas impede que crianças nasçam a resacar e quiçá com danos graves no cerebro.
Defendo que ambos têm responsabilidades na criação da criança e que ambos devem educar uma(ou mais), mas será que mesmo os adultos estao preparados? Eu tenho 27 anos e não me sinto em nada preparado e saber que existem adolescentes que são pais entristece-me. Porque? Porque das duas uma ou sou jovem demais ou a juventude está perdida...
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