Todos nós somos feitos de pequenas individualidades que lutam titanicamente entre si. Somos uma panóplia de Eu's que não conseguem unir-se e ao mesmo tempo dissociar-se do Eu comum. Quando vamos por essa vida fora, os nossos Eu's vão evoluindo e claro está dando-se a conhecer. No trabalho temos um Eu, na vida amorosa temos outro, quando vamos ao cinema temos o Eu que detesta barulho nos concertos o Eu que adora confusão e barulho... Mas por mais interessante que seja, estes Eu's existem e vivem dentro de nós mesmo que nós os não compreendamos e nem queiramos que eles apareçam.
De facto muito raramente alguém conhece todos os Eu's de outrém ou mesmo dela própria, uma pequena pergunta pode ser feita a um defensor da vida para este conhecer um lado diferente que afirmava negar. Todos os Eu's são vitais para a nossa identidade, acedemos a eles como bem queremos ou achamos mas acima de tudo tentamos evitar que eles sejam muito conhecidos, os segredos são mais bonitos e misteriosos do que tudo às claras...
Pessoa escreve utilizando o seu Eu de Bernardo Soares, "Quem sou eu para mim? Só uma sensação minha". Paremos todos e pensemos, somos apenas sensações e se virmos bem sensações sem nexo e bastante obscuras que nós damos a conhecer a outros. No entanto todos temos um Eu comum, as nossas características mais comuns e mas viáveis de serem aceites, sim porque o nosso Eu comum é fundamentalmente influenciado pela sociedade em que vivemos, pelos costumes e vícios da mesma e pela aceitação das regras...
Felizes aqueles que tem mais do que um Eu e que o podem aceder a todo e qualquer momento. Proponho um desafio. Tente sonhar. Conseguiu? Parabéns o seu Eu criança não desapareceu, agora só falta descobrir os outros...
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